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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dia Mundial de Luta

       Governo e especialistas ampliam esforços para diagnosticar e tratar hepatites virais

       RIO - Quando Santos e Flamengo entraram em campo na noite da última quarta-feira, antes de defenderem as camisas de seus times, exibiram seus apoios e incentivaram a barulheira na Vila Belmiro em prol da campanha de conscientização dos brasileiros sobre as hepatites virais. Tema que tem aparecido constantemente na mídia, inclusive com um quadro do médico Drauzio Varella no Fantástico, da TV Globo, a hepatite preocupa governo e especialistas por ser uma doença silenciosa, que leva anos para se manifestar e que atinge cerca de quatro milhões de brasileiros. Os esforços de conscientização aumentaram nas últimas semanas em função do Dia Mundial de Luta contra a doença, comemorado nesta quinta-feira.
       No mundo inteiro, seriam dois bilhões de pessoas infectadas por algum dos tipos de vírus da doença, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde esta semana - um número muito maior que a estimativa global de infectados pelo vírus HIV, de 35 milhões de pessoas.
Existem cinco tipos de vírus da hepatite (A, B, C, D, E) que são adquiridos de formas diferentes (por contato com vírus, por meio de uso de medicamentos inadequados, abuso de bebidas alcoólicas, etc) e apresentam complicações diversas. Num estágio avançado, a doença compromete as funções hepáticas dos pacientes e é uma das principais responsáveis pelos transplantes de fígado. O maior problema é a precariedade do diagnóstico, em decorrência da falta de informação e de sintomas.
       No Brasil, os tipos mais comuns de hepatite são a B e a C. Para cada uma delas, há um milhão e meio de brasileiros infectados, segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH). E também para cada uma delas, há apenas aproximadamente 11 mil pacientes em tratamento pelo Sistema Único de Saúde.
       Os resultados ficarão prontos em 30 minutos e precisam apenas de uma gota de sangue. No dia 18 deste mês entraram em vigor as novas diretrizes para tratamento da hepatite C .
Ainda no fim deste ano, deve ficar pronto o novo protocolo para tratamento da hepatite B.
       - Nossas diretrizes resolvem 90% dos problemas. A dificuldade é o rastreamento de resistência do vírus que volta a agredir o paciente e é transmitido. Isso seria feito por meio de exames de sangue periódicos para sequenciar o genoma do vírus e ver onde houve mutações ao medicamento - explica Raymundo Paraná, presidente da SBH.
       No Brasil, a maior parte dos pacientes com hepatite B está nas cidades menores, na Região Norte do país e em bolsões no Sul, em decorrência da transmissão via imigração. A transmissão se dá por meio de contato com sangue contaminado, assim como uso compartilhado de seringas e agulhas, e relações sexuais sem camisinha. As vacinas para o tipo B são gratuitas para pessoas com até 24 anos. Dividida em três doses, elas estão disponíveis nas unidades do SUS.
       Já a hepatite C é mais presentes nas grandes cidades. O principal grupo de risco no Brasil são homens que tomavam injeções de complexo vitamínico com seringas de vidro nas décadas de 70 e 80. As drogas injetáveis são responsáveis por menos de 10% das contaminações e as tatuagens, por 10% a 20%. Um dos maiores problemas deste tipo da doença é a inexistência de vacina. Mas os novos esforços de detecção da doença, assim como a ampliação do tratamento, por meio do novo protocolo, pretendem aumentar a atenção aos pacientes, evitando que eles cheguem à forma mais grave.


       Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/07/27/governo-especialistas-ampliam-esforcos-para-diagnosticar-tratar-hepatites-virais-924988852.asp#ixzz1TOWQsd3F
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Fonte: Oglobo
Publicada em 28/07/2011 às 06h27m
Juliana Câmara (juliana.camara@oglobo.com.br)

Postado Por Márcio Melo

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