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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Polícia Civil descobre quadrilha que agia pela internet





Uma operação envolvendo cinco delegados e cerca de vinte agentes da Polícia Civil desarticulou, na manhã de ontem, 27, uma quadrilha de Mossoró que aplicava golpes pela internet. Três pessoas foram detidas. O trabalho de investigação durou cinco meses e levou a polícia a desvendar um comércio ilegal de materiais de tornearia para diversos Estados nordestinos através da internet. 
A operação foi denominada "Luiz Inácio", por estar ligada à antiga profissão do ex-presidente Lula (torneiro mecânico), tem à frente o delegado José Vieira, titular da especializada em defraudações, que conta com o apoio da 1ª Delegacia de Polícia Civil, cujo titular é o delegado Edivan Queiroz; da especializada em furtos e roubos, através dos delegados Luís Fernando e Herlânio Cruz, além da Delegacia de Polícia Civil de Baraúna, que tem como titular o delegado Márcio Lemos.
Foram presos na operação: Erick Joaquim, Francisco Glenis da Silva e Willian Ataíde de Araújo. Segundo o comando da operação, os três são funcionários de Cláudio Gomes de Andrade, "Cláudio do sal" ou "Cláudio Zacarias", que está foragido. Cláudio é considerado o "cabeça" da quadrilha.

COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
A empresa estava no nome de "José Evanaldo Brito de Araújo", lavrador que mora no interior do Ceará. Willian se passava por José Evanaldo. Erick Joaquim anunciava os produtos na internet e Francisco Glenes era usado como "laranja" e motorista da quadrilha. 
O grupo anunciava os produtos na internet, simulava a venda e, depois de receber o dinheiro, não entregava os produtos (máquinas de usinagem, notebooks e iPod). Estima-se que a quadrilha tenha feito vítimas no Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba. Com a quadrilha, foram encontrados vários cartões de crédito e cheques.
A investigação ainda não conseguiu saber o número de pessoas lesadas, nem o prejuízo causado pelo grupo. A operação terá continuidade e a polícia continua à procura de "Cláudio do Sal". O delegado acredita que existem outros envolvidos no esquema.

O GRUPO
Cláudio Gomes de Andrade, o "Cláudio do Sal", brasileiro, casado, comerciante, natural de Mossoró-RN, nascido aos 10/01/1966, residente na Rua Padre Elesbão, 288, bairro Boa Vista; líder da quadrilha investigada, utiliza-se da estrutura que possui, na condição de empresário do ramo salineiro, mantendo como base para suas operações criminosas um escritório localizado na Rua Afonso Leonardo Nogueira, 7, Nova Betânia, Mossoró-RN.
Willian Ataíde de Araujo, brasileiro, separado, comerciante, natural de Mossoró-RN, nascido em 06/02/1981, residente na Rua Souza Leão, bairro Belo Horizonte. 
O membro da quadrilha que se passava por José Evanaldo Brito de Araujo, Erick Joaquim da Silva, é brasileiro, casado, mecânico, nível médio de escolaridade, natural de Jaboatão dos Guararapes (PE), nascido em 10/08/1973, residente na Rua Marcelo Maia, Walfredo Gurgel, Mossoró-RN.
Membro da quadrilha que tinha a função de intermediário. Por ter conhecimento técnico em máquinas de usinagem, manutenção, conhecer os fabricantes e as especificações técnicas dos produtos oferecidos na internet, entrava em contato direto com as vitimas, levando-as a crer que se tratava de um negocio idôneo.
Francisco Glenes da Silva Oliveira, brasileiro, solteiro, residente na Rua Francisco Pascoal, Santo Antônio, Mossoró-RN. Principal laranja de Cláudio, de forma que em muitas das situações Cláudio se passava por ele, no entanto, em outros momentos, ele mesmo ludibriava as vítimas com informações evasivas, informando que já havia despachado o equipamento, que estava retido por fiscais da tributação na fronteira do Estado. 

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