Bombardeio na Universidade de Aleppo, na Síria, deixa 83 mortos
Cairo, 15 jan (EFE).- Pelo menos 83 pessoas morreram nesta terça-feira em um ataque do regime sírio contra a Universidade de Aleppo, no norte do país, denunciou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
O grupo informou que ocorreram duas explosões e que o número de mortos pode subir ainda mais, pois 150 pessoas estão feridas, muitas delas em estado grave.
Segundo a Comissão Geral da Revolução Síria, sessenta estudantes morreram devido ao ataque da aviação síria à Faculdade de Arquitetura, localizada dentro do campus de Aleppo.
O coordenador da rede opositora Sham na província de Aleppo, Mohammed Nur, informou à Agência Efe que 70 pessoas morreram e 40 ficaram feridas.
Nur explicou que a aviação do regime lançou dois barris cheios de explosivos na universidade, onde estavam sendo realizadas provas, depois que as forças de segurança fecharam todas as entradas da instituição.
O ativista contou que estão hospedados na universidade muitos refugiados dos bairros mais conflituosos da cidade, cenário de choques entre os rebeldes e as forças governamentais.
A agência oficial de notícias 'Sana' informou que 'um grupo terrorista' lançou dois projéteis contra a zona de Al Lirmon, na Universidade de Aleppo, o que causou vários mortos entre estudantes e refugiados
Em outro ataque, pelo menos 50 pessoas morreram durante a invasão das forças do regime no povoado de Al Hasauiya, na periferia da cidade de Homs, segundo a Comissão Geral da Revolução Síria.
Este fato foi confirmado pelos opositores Comitês de Coordenação Local (CCL), que assinalaram que a maioria dos mortos foram executados por grupos de 'shabiha' (milicianos a favor do regime).
Além disso, o Observatório informou que pelo menos 12 pessoas morreram pelos bombardeios do regime na cidade de Al Houla, localizada na província de Homs.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.