Outros 68 mandados de busca e apreensão integram a operação, que mobilizou 280 agentes desde as 6h da manhã. A ação ocorreu também no Rio Grande do Sul e no Paraná.
As investigações da Polícia Federal indicam que os envolvidos fazem parte de quatro organizações criminosas. Os grupos investigados usavam casas de câmbio como fachada para crimes financeiros.
Entre as fraudes está o uso de CPFs sem o conhecimento dos proprietários para emissão de boletos e transferência de recursos (boletagem), sem cair na fiscalização. De acordo com a PF, os suspeitos usavam "laranjas" para compra de imóveis e carros de luxo, além da movimentação de contas bancárias.
Até agora, os agentes federais estimam que o esquema tenha movimentado US$ 600 milhões de dólares por ano.
Durante as buscas, duas pessoas não foram encontradas em seus endereços por estarem em viagem, uma delas fora do país. A Polícia Federal tenta localizar esses suspeitos, com o auxílio da Interpol, a Polícia Internacional.
Os nomes dos presos são mantidos em sigilo pelas autoridades. No início da operação, a expectativa era cumprir 27 mandados de prisão, dos quais10 de prisão preventiva, 17 de prisão temporária e 10 mandados de condução coercitiva, quando a pesoa é levada para para prestar depoimento. O trabalho também inclui o bloqueio de 30 veículos e 37 imóveis, sequestrados.
Os mandados são cumpridos em Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Dionísio Cerqueira, Porto Belo e Joinville, em Santa Catarina, além de Barracão e Curitiba, no Paraná, e Porto Alegre, no Rio Grande Sul. Até as 14h desta terça, os policiais trabalhavam no balanço da operação.
Fonte: Cidade News via G1
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