Os jogadores corintianos preferiram não falar nada para não ampliarem a crise que está instalada no clube. Abalados pelo dia de terror que tiveram no último sábado, os atletas saíram de campo calados em Campinas, onde perderam por 2 a 1 para a Ponte Preta.
A decisão foi comunicada à imprensa que estava presente no estádio Moisés Lucarelli. Antes, durante e depois da partida contra a Ponte, os jogadores evitaram os repórteres de TV e rádio e não devem falar até segunda ordem.
O grupo está sob pressão depois da terceira derrota seguida, mas mais que isso, está abalado com a violência sofrida no último sábado. Durante mais de três horas, os atletas ficaram confinados e escondidos dentro do CT Joaquim Grava, invadido por mais de cem torcedores.
Os vândalos depredaram o local, chegaram a ferir pelo menos dois funcionários do clube, roubaram três celulares e agrediram o atacante Guerrero. O grupo pediu para não jogar, mas a direção ouviu da FPF e da Globo que o adiamento não era uma opção, e os atletas tiveram de atuar.
"Não, ninguém joga contrariado, todo mundo entra porque quer entrar", disse Mano Menezes, ao Sportv, antes do confronto. O treinador contrariou, no entanto, o que disse o próprio clube, que em nota oficial usou exatamente o mesmo termo para explicar o sentimento do grupo com a negativa de FPF e Globo.
Após a derrota, a torcida organizada que foi a Campinas protestou. Nos minutos finais, colada no alambrado, cobrou alguns atletas e até o gerente de futebol Edu Gaspar, segundo a rádio ESPN.
* Reprodução Márcio Melo
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