Em 2014, o Facebook ainda mantém sua função de conectar pessoas, mas em escala muito maior. O site é incontestavelmente a maior rede social do mundo, com 1,2 bilhão de usuários.
Com mais de seis mil funcionários, a empresa é dona também do Instagram, serviço de compartilhamento de fotos com mais de 150 milhões de usuários.
Política de privacidade é principal alvo de críticas
Apesar de todo esse sucesso, as críticas a Zuckerberg e ao Facebook são constantes. E o principal alvo dos críticos é o modo como a empresa lida com os dados de seus usuários. Ao longo dos anos, o Facebook foi processado diversas vezes por supostamente ter usado dados privados de seus usuários de modo incorreto.
Um dos casos mais recentes ocorreu em agosto do ano passado, quando o Facebook teve que pagar US$ 20 milhões de dólares para encerrar um processo nos EUA. Um grupo de usuários acusou a rede social de usar "curtidas" indevidamente para exibir anúncios personalizados. O Facebook optou pelo acordo para evitar que o processo continuasse. No mesmo mês, o Facebook causou polêmica ao mudar novamente sua política de privacidade para aprimorar o reconhecimento de rostos dos usuários.
Mais recentemente, outra ação nos Estados Unidos acusou o Facebook de monitorar mensagens privadas. Segundo os autores da ação, o Facebook estaria monitorando links enviados entre os usuários para estudar seu comportamento e usar esssa informações para fins publicitários. O Facebook nega as acusações.
Além dos problemas com o Facebook, a empresa teve que lidar também com críticas ao Instagram, serviço comprado em abril de 2012. No fim daquele ano, o Instagram alterou sua política de privacidade para permitir que o serviço usasse fotos publicadas por usuários em anúncios publicitários. A forte reação dos usuários levou o Instagram a recuar e anular os novos termos de serviço.
Celular ainda é desafio
Outro desafio para Zuckerberg e seu time é como garantir que a supremacia do Facebook no desktop se mantenha também nos celulares. Recentemente, uma leva de aplicativos como Whatsapp, Snapchat e Vine tem se tornado mais popular principalmente entre os jovens, consumindo tempo que poderia ser gasto no Facebook. Como resultado, o Facebook vem passando por uma queda entre usuários jovens.
Uma tentativa recente de ganhar espaço em celulares, o aplicativo Facebook Home para Android afundou. E o primeiro (e único) celular a já sair de fábrica com o Facebook Home, o HTC First, teve vendas baixíssimas. No lançamento do Home, o Facebook disse que outros fabricantes também produziriam o aparelho com o sistema. Mas isso não aconteceu.
Em vez de apostar em uma interface própria para celulares, como no caso do Home, a nova estratégia do Facebook para smartphones é criar vários aplicativos independentes. Essa iniciativa está sendo gerida pelo Facebook Creative Labs e o primeiro aplicativo a sair dessa divisão é o Paper, que por enquanto tem versão apenas para iPhone.
* Reprodução Márcio Melo via IG
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