Segundo o Ministério Público, o alvo do ataque do grupo, registrado no domingo (2), era um amigo de Ronei, que mora na cidade vizinha — o motivo seria o fato de ele não ser do município. O pai do rapaz, que havia ido à festa para buscar o filho e o amigo, viu o espancamento e também foi agredido. Ele chegou a levar Ronei para o hospital, mas ele não resistiu.
O promotor Roberto Carmai Duarte Alvim Junior apresentou imagens de uma câmera de vigilância que flagrou o momento do crime e áudios gravados no aplicativo de mensagens WhatsApp em que o grupo comemora a ação contra os três. Além ter sido espancado, Ronei foi atingido por garrafas e levou golpes com cacos de vidro. Ele morreu em decorrência de um traumatismo craniano.
— O Ministério Público não medirá esforço para obter a condenação criminal dos adultos e o máximo de tempo possível de internação para os adolescentes.
Segundo o promotor, além de Ronei, o pai e o amigo, uma quarta pessoa também teria sido agredida.
— Ele (Ronei) e outras três pessoas, incluindo seu pai, foram covardemente atacados por integrantes de um bonde que comete diversos delitos com a certeza da impunidade.
Os maiores podem responder pelos crimes de triplo homicídio qualificado, associação criminosa e lesão corporal.
Protesto
Nesta quinta-feira (6), moradores e autoridades de Charqueadas viajaram para Porto Alegre para protestar contra a falta de segurança no município, que tem 37 mil habitantes e apenas uma viatura da Brigada Militar por turno.
Assustado com o clima de medo que se instaurou na cidade — onde há uma penitenciária de segurança máxima —, o prefeito Davi Gilmar de Abreu Souza se reuniu com o secretário estadual da Segurança Pública, Wantuir Jacini, e pediu que o policiamento seja reforçado.
— Não é possível que a segurança da comunidade fique em segundo plano em relação à penitenciária, já que hoje o efetivo se encontra guarnecendo as casas prisionais.
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