Policiais civis envolvidos na ação que resultou na morte de um servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso foram afastados de suas funções, conforme publicação no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (12). A medida foi adotada enquanto seguem as investigações sobre a ocorrência registrada na madrugada do último sábado (10), em uma estrada da região Oeste Potiguar.
A vítima foi identificada como Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, de 20 anos. Segundo as informações apuradas, ele pilotava uma motocicleta quando foi atingido por um disparo de arma de fogo no trevo de acesso aos municípios de Almino Afonso, Frutuoso Gomes e Lucrécia. Na garupa estava um primo do jovem, de 15 anos, que sofreu apenas ferimentos leves e foi socorrido.
De acordo com a Polícia Civil, a abordagem fazia parte de uma operação relacionada à investigação de um homicídio ocorrido recentemente na região. A corporação informou que, durante a ação, os policiais teriam sido alvo de disparos de arma de fogo vindos da motocicleta, o que teria motivado a reação policial que resultou no tiro fatal.
A versão apresentada pela polícia é contestada pela família de Douglas. Parentes afirmam que o jovem e o adolescente não estavam armados no momento da abordagem e cobram esclarecimentos detalhados sobre as circunstâncias da ação policial.
Douglas trabalhava há cerca de um ano como assistente legislativo na Câmara Municipal de Almino Afonso e era bastante conhecido na cidade. A morte do jovem causou grande comoção entre moradores, amigos e colegas de trabalho.
Em nota oficial, a Câmara Municipal de Almino Afonso lamentou profundamente o falecimento do servidor, manifestou solidariedade aos familiares e amigos e informou que acompanha o caso, aguardando a apuração dos fatos. O Legislativo destacou a expectativa de que “a justiça seja devidamente realizada”.
No domingo (11), amigos e familiares realizaram uma manifestação pedindo justiça e esclarecimentos sobre a ação policial que resultou na morte do jovem. O ato reuniu moradores do município e reforçou o pedido por uma investigação transparente e imparcial.
Até o momento, não foi divulgado o nome do delegado que ficará responsável pela condução do inquérito. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias da abordagem, confirmar se houve troca de tiros e identificar a origem do disparo que vitimou Douglas.
* João Marcolino

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