A média histórica para a região é de 700 milímetros de chuva, mas em 2014 as precipitações ficaram abaixo dos 500 milímetros. Este ano, choveu pouco mais de 280 milímetros até agora. A esperança do produtor rural José Gomes de Melo era de que, com o período chuvoso, os insetos diminuíssem. Mas, como as chuvas praticamente não aconteceram, o problema só cresceu. "Com o cajueiro gigante, não há possibilidade de pulverizar", disse.
O pomar de José fica no sítio Morada Nova, com 110 hectares. Há cinco anos a média de produção era de 60 mil quilos de castanha. Mas com os anos seguidos de seca, a produção teve queda. Em 2014, a safra não passou de 2 mil quilos. Este ano, com a infestação da praga, a produção deve cair ainda mais. "Elas chupam a seiva do cajueiro todo, e isso mata o cajueiro", explicou.
No sítio Baixa do Açudinho, também na região rural de Severiano Melo, o cenário não é diferente. Os pés de caju foram atacados pelas moscas brancas. É uma preocupação para Jacinto, que investe na cajucultura há mais de dez anos. "A falta de chuva é o principal ponto para que ela ataque. Quando você chega de manhã, você já vê ela voando. Por sinal, ela chega até na casa da gente", disse Jacinto Carvalho.
A forma adulta do inseto é semelhante a de uma pequena borboleta de cor branca. As mais jovens ficam presas às folhas. As moscas sugam a seiva do cajueiro, favorecendo o surgimento da fumagina, outro tipo de fungo. Sem o controle adequado, a ação dos dois fungos pode matar a planta.
A mosca branca aparece no período da floração. Como o Rio Grande do Norte já está no quarto ano de estiagem, a incidência do inseto é ainda maior. Quanto maior a incidência da praga, menor a produtividade. A redução pode chegar a 60%.
Rodrigo Carlos é agrônomo e orienta os produtores de Severiano Melo a fazerem o controle das pragas. Os cajueiros da propriedade de Jacinto Carvalho já receberam a primeira aplicação de uma mistura preparada com água, óleo vegetal e detergente. Uma aplicação é o suficiente, mas se o produtor observar que a infestação continua, pode reaplicar o produto quinze dias depois. O ideal é pulverizar nas horas menos quentes para não queimar as folhas.
Fonte: G1
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