Operação na Amazônia prende 26 pessoas e apreende 5 aviões em RR
Ação combate o garimpo ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami.
Polícia Federal e Ministério Público trabalham nas prisões e apreensões.
Operação realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Roraima prendeu nesta sexta-feira (13) na região de Boa Vista 26 pessoas suspeitas de participação em garimpos ilegais na Terra Indígena Yanomami, reserva ambiental que protege cerca de 20 mil índios no estado. Foram apreendidas também ao menos cinco aeronaves que transportavam garimpeiros para a área de proteção.
De acordo com o superintendente da PF, Alexandre Silva Saraiva, foram expedidos 33 mandados de prisão para empresários, pilotos e proprietários de balsas que moram na região de Boa Vista, acusados de financiar e facilitar a atividade ilegal dentro da reserva. Sete pessoas ainda não foram encontradas, mas a varredura deve permanecer ao longo do dia. Com um dos garimpeiros presos foram encontrados 6 kg de ouro, com valor estimado de R$ 613 mil, além de dinheiro em espécie.
Também foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão para moradias e lojas instaladas em Boa Vista, capital do estado. Desses mandados, 11 foram destinados a apreender aeronaves utilizadas nas atividades ilegais. Até agora, cinco foram encontradas em fazendas ou pistas de pouso clandestinas. Ainda segundo ele, uma ordem judicial cassou a licença dos dez pilotos presos durante a operação. “O foco da operação é atingir o motor econômico do garimpo, a cadeia produtiva, que são os financiadores e aviões utilizados para invadir a terra indígena. A operação foi desenvolvida ao longo de um ano e contribui com outras ações para desmontar os garimpos na região”, disse Saraiva ao G1. Segundo ele, o grupo poderá ser indiciado criminalmente por formação de quadrilha, evasão de divisas e crimes ambientais.
Em maio passado, aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) destruíram uma pista clandestina de pouso e decolagem no meio da selva amazônica, a cerca de 200 km de Boa Vista. Foram usadas quatro bombas para destruição da pista, que chegou a abrir crateras de aproximadamente 10 metros de diâmetro de largura e três metros de profundidade. O ponto exato do ataque da FAB foi identificado durante um sobrevoo feito em 11 de abril e registrado por imagens em infra-vermelhos.


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