STF pode adiar leitura do voto do relator do mensalão
Nesta quarta acaba a fase de defesa dos advogados dos réus
Ainda não há consenso entre os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o procedimento que será adotado para a leitura do voto dos magistrados no processo do mensalão. Nesta quarta-feira (15) acaba a fase de defesa dos advogados, quando os últimos três defensores dos réus sobem na tribuna para tentar provar a inocência de seus clientes. A expectativa é que ainda nesta quarta, após a apresentação do último advogado, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, inicie a leitura de seu voto. O relatório tem aproximadamente mil páginas e seriam necessárias pelo menos quatro sessões para leitura integral do documento.
Antes de deixar o plenário no fim da sessão desta terça-feira (14), o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, confirmou que Barbosa começa a ler o voto nesta quarta. No entanto, não há acordo entre os magistrados. Alguns ministros preferem que o relatório comece a ser apresentado na quinta-feira (16). É o caso de Marco Aurélio.
- Fui surpreendido por uma notícia do presidente de que o “todo-poderoso relator” quer começar na quarta. Eu disse para começarmos na quinta. E mais ainda, ele [Joaquim Barbosa] apontou que o relator está querendo também uma sessão extraordinária na sexta. Quarta e quinta já é algo estafante para aqueles que, não é o caso do presidente, atuam nas turmas e no TSE.
Corrida contra o tempo
A pressa do ministro Joaquim Barbosa para apresentar o relatório se justifica pela corrida contra o tempo do ministro Cezar Peluso, que precisa votar antes da aposentadoria compulsória, marcada para o dia 3 de setembro. Antes de Peluso votar, o ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowski, também tem que ler seu relatório. Nos bastidores do Supremo, a informação é que o voto de Lewandowski é ainda maior que o de Barbosa e teria 1.300 páginas. Por isso o esforço de alguns ministros é para que relator e revisor do mensalão tenham concluído a apresentação de seus relatórios até a última sessão de agosto, agendada para o dia 30. Nesse sentido, o ministro Joaquim Barbosa irá optar por ler apenas um resumo de seu relatório, indicando a sentença e as penas, em caso de condenação.
Questões burocráticas
Ainda nesta quarta-feira os ministros devem se encontrar, depois da décima sessão de julgamento do mensalão, em uma reunião administrativa. Os magistrados devem decidir se convocam ou não sessões extras para julgar outros processos que estão na pauta do STF.
Fonte: R7 via Márcio Melo
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