CNJ coloca TJRN entre os três piores
O juiz auxiliar da Presidência da Corte potiguar, Fábio Filgueira, afirma que os números expostos pelo CNJ não refletem a realidade do TJRN por não contemplarem o julgamento de processos de Segunda Instância e dos Juizados Especiais. Necessário esclarecer, porém, que os Juizados Especiais não julgam crimes de improbidade administrativa. Em alguns casos, os Juizados Especiais julgam processos de crime contra a administração pública.
No Sergipe, por exemplo, que também só informou dados relativos aos processos em tramitação no 1º Grau, o índice de julgamento de Crimes Contra a Administração foi de 112,98%, com um número superior de processos distribuídos que foi de 647 contra 558 do estado potiguar, que julgou 67 procedimentos. “Hoje, o número que eu lhe apresentar não irá refletir a realidade atual. O RN não está conseguindo fazer a atualização dos dados. Nós temos um Departamento de Informática com uma estrutura pequena”, assevera o juiz.
No que tange aos Crimes de Improbidade Administrativa, o Tribunal de Justiça do Pará, por exemplo, distribuiu 1.132 processo também na Primeira Entrância. A Corte paraense julgou 271 procedimentos de improbidade. No Rio Grande do Norte, dos 1.925 processos encaminhados a algum magistrado, 200 tiveram sentença proferida. Em relação aos Crimes de Improbidade Administrativa e Contra a Administração, o TJ do Sergipe, também no 1º Grau, julgou 829 dos 902 processos distribuídos. A Corte potiguar sentenciou 267 dos 2.483 procedimentos distribuídos.
* Márcio Melo via Tribuna do Norte
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