De acordo com informações da PM, a professora teria deixado as dependências da escola, quando na altura da Praça Bruno Calixto, no Bairro Jardim dos Migrantes, foi cercada por alunas que começaram a zombar da vítima. Na ocasião, uma estudante do 1º ano do ensino médio deu um soco no rosto da servidora.
Uma guarnição da Polícia Militar (PM) compareceu ao local do crime para prestar atendimento à professora, que foi socorrida ao Hospital Municipal para atendimento médico. A menor que cometeu a agressão não foi encontrada. Depois de ser localizada, a adolescente deverá ser encaminhada à Delegacia da Mulher para prestar esclarecimentos e poderá responder por lesão corporal, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Por meio de nota oficial, divulgada nesta quinta-feira (7), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afirmou que repudia o ato de violência sofrido pela professora e que acompanhará o andamento do processo para que depois possa tomar medidas educacionais.
Repercussão
A imagem da educadora sendo socorrida após a agressão gerou revolta nas redes sociais. Moradores da cidade e do estado reprovaram a ação violenta por parte da aluna. "Está cada dia mais difícil ser professora em escola pública", disse uma usuária.
Em outra postagem, um rapaz se disse horrorizado com a situação e que a escola realmente deve punir a estudante. Uma das fotos veiculadas nas redes sociais mostra a professora com o rosto sangrando, antes de entrar no camburão da PM.
O G1 tentou contado com a educadora, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.
Leia na íntegra a nota de repúdio divulgada pela Seduc:
A respeito do fato ocorrido na tarde de quarta-feira (06) em Ji-paraná, referente à agressão sofrida pela professora V. L. B. S. de Souza, 48, a qual foi agredida por uma aluna da Escola Gonçalves Dias, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afirma que repudia o ato de violência sofrido pela professora, e esclarece que a mesma receberá toda assistência necessária, por meio da Coordenadoria Regional (Cre) de Ji-Paraná. A Seduc está acompanhando o andamento do processo, aguardando que os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível, para que medidas educacionais previstas sejam tomadas.
Fonte: G1
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