"Às vezes ele dava uma lona para forrarmos em cima do caminhão e outras vezes a gente dormia embaixo do caminhão", disse um deles. Eles vieram de Minas Gerais. Ao chegarem à fazenda, contam que tiveram que trabalhar até no período noturno. Um deles, mostra marcas nas costas e diz que foi agredido. "Carregávamos a madeira nas costas e quando nós não aguentávamos, eles nos batiam".
Os trabalhadores explicam que por causa das más condições em que eram submetidos, eles decidiram fugir. "Peguei meu celular e vendi para pagar passagem até chegar aqui [em Gurupi]", diz.
Em Gurupi teriam ido à delegacia de polícia mas foram orientados a procurar a justiça do trabalho. Por causa do recesso de natal do órgão, os dois aguardam atendimento. "Meu sonho era passar o Natal junto com meus pais, meus irmãos, com meus filhos", diz um deles, em lágrimas.
Eles estão se alimentando com a ajuda da Secretaria da Ação Social do município.
* Reprodução Márcio Melo
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