A votação aconteceu apenas uma hora depois de Yanukovych afirmar, em um discurso transmitido pela televisão, que ele não iria renunciar.
A oposição está efetivamente no controle da capital Kiev e do parlamento. Os manifestantes entraram hoje em edifícios oficiais e residenciais do presidente, sem sofrer resistência.
Yanukovych deixou Kiev e agora está na cidade oriental de Kharkiv, perto da fronteira com a Rússia.
O presidente ucraniano disse na TV, logo após às 16h na hora local (11h em Brasília), que os eventos que ocorrem hoje em Kiev são um "golpe". Ele afirmou ser o presidente legitimamente eleito e que ele não deixaria a Ucrânia, nem renunciaria.
Um acordo foi alcançado entre Yanukovych e líderes da oposição na sexta-feira, mas muitos manifestantes continuaram a exigir a sua demissão e a antecipação das eleições para 25 de maio - e não sua realização até o final de dezembro, como previsto o pacto.
Um grupo de manifestantes de extrema direita ameaçou agir se o presidente não renunciasse. Na quinta-feira, a polícia abriu fogo contra manifestantes que vêm ocupando Praça da Independência, no centro de Kiev. O Ministério da Saúde disse que 77 pessoas - entre manifestantes e policiais - foram mortos desde terça-feira, na pior onda de violência desde que os protestos começaram em novembro.
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