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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Governo antecipa para maio elevação da mistura do álcool na gasolina

Antecipada para maio a elevação da mistura do álcool na gasolina

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo irá antecipar para 1º de maio a elevação da mistura de álcool na gasolina, dos atuais 20% para 25%. A medida é uma maneira de atenuar o impacto do aumento de preços do combustível nas refinarias no preço final dos postos.A sinalização anterior da Agência Nacional de Petróleo (ANP) era de

que o aumento ocorreria até 1º de junho deste ano, mas a decisão de
elevar o preço da gasolina mudou o cronograma. Lobão esteve reunido com o
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes do setor
sucroalcooleiro.
A Petrobrás anunciou na terça-feira um reajuste de 6,6% para a
gasolina e de 5,4% para o diesel nos preços de venda nas refinarias. Os
novos valores já estão em vigor.
Analistas calculam que a alta da gasolina na bomba deverá ficar entre 4%
e 5,3%.
Lobão afirmou que o setor garantiu "de mãos juntas" que dará conta de elevar a mistura de etanol à gasolina, de 20% para 25%, a partir de 1º de maio. "O setor garante que vai produzir cerca de 26 bilhões a 27 bilhões de litros de etanol", disse, ressaltando que a safra anterior rendeu 22 bilhões de litros.
Segundo o ministro, o governo vai fiscalizar o repasse do aumento dos preços da gasolina para o consumidor. "O governo concedeu aumento de 6,6% e vai fiscalizar rigorosamente. Não pode chegar a esse patamar. Se chegou, é irregular". "O mercado é livre, mas não deve exceder o limite do razoável."
Quando o plano de negócios da estatal para o período de 2012 a 2016
foi fechado, no ano passado, a presidente da Petrobrás, Maria das Graças
Foster, afirmou que o preço da gasolina estava com uma defasagem de
15%. Parte disso foi recomposta ainda em 2012, com o reajuste de 7,8%
dado às refinarias. Esse reajuste não chegou ao consumidor: o governo
zerou o principal tributo cobrado do setor, a Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Agora sem a Cide, a elevação
vai chegar aos postos.

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