Já dura mais de 70 horas o combate ao incêndio em um armazém de açúcar no porto seco de Santa Adélia (SP). Os bombeiros têm dificuldade no trabalho de rescaldo porque o produto derreteu e formou uma “cachoeira” de caramelo que vazou do galpão e atingiu a cidade.
Uma barreira de terra foi montada em frente às casas para impedir o avanço do líquido. A força do açúcar derretido e a temperatura alta ameaçam derrubar um dos muros do armazém que ajudar a conter o produto. A empresa que administra o local disponibilizou hotel para os moradores. Uma empresa foi contratada para fazer o transbordo do caramelo até uma usina, mas os operários tiveram que parar o serviço.
De acordo com a polícia, o problema é que esse açúcar derretido endurece muito rápido, e as máquinas não conseguem sugar. São mais de 30 mil toneladas do material que já chegou aos rios da região.
Alguns peixes já apareceram mortos a cerca de sete quilômetros do local do acidente. O porto seco de Santa Adélia recebe açúcar de todo o interior do estado, que é transportado de trem para Santos (SP). Desde sexta-feira (25) bombeiros trabalham no combate às chamas, que começaram em uma esteira de carregamento. Eles acreditam que a retirada total do produto que ainda está no armazém vá demorar. Apesar das proporções do incêndio, não houve feridos.
* Reprodução Márcio Melo
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