O estudante Douglas Rodrigues, de 17 anos, tomou um tiro no peito durante uma abordagem policial. O PM que fez o disparo disse que o tiro foi acidental, mas foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Revoltados, os moradores do bairro se revoltaram e fizeram um protesto. Eles colocaram fogo em ônibus e em lixeiras. Agências bancárias foram danificadas. A Tropa de Choque teve que intervir para conter os manifestantes.
Segundo a família, o estudante trabalhava em uma lanchonete. “Ele não tinha preguiça de trabalhar. Ele estudava. Estava no 3º ano”. No boletim de ocorrência, ele passava perto de um bar, quando policiais verificavam uma reclamação de perturbação do sossego.
Rua Bacurizinho, local do protesto
O som de um carro tocava funk em um volume muito alto na Rua Bacurizinho, esquina com a Avenida Mendes da Rocha. Os PMs abordaram Douglas e o irmão de 13 anos. Foi nesse momento que o disparo ocorreu. Douglas foi levado ao hospital, mas não resistiu.
“Já chegaram, deu o tiro dentro do carro. Não falou nada, não teve nem reação o meu irmão”, disse uma testemunha. O policial disse que o tiro foi acidental. Ele foi autuado em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
* Reprodução Márcio Melo
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