| Foto: Agência Brasil |
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro terá um orçamento menor que as festas que deram início às últimas edições dos jogos. Sem divulgar o orçamento, os diretores e produtores da cerimônia informaram hoje (4) que o espetáculo vai apostar em projeções, criatividade e no “espírito da gambiarra” e que será lembrado como uma cerimôniacool (descolada).
“A gente teve muito menos do que qualquer uma das últimas cerimônias. Trabalhamos usando essa força a nossa favor. Temos uma coisa de alta tecnologia, que é a projeção. Para o resto, nos viramos nos 30, mas acho que vamos entregar”, afirmou o diretor Criativo, Andrucha Waddington, que contou ter recorrido ao centro de comércio popular do Rio de Janeiro.
Maracanã
A também diretora Criativa Daniela Thomas explicou que o Estádio do Maracanã impôs algumas dificuldades à cerimônia, como ter portões de entrada de apenas dois metros, cadeiras próximas ao campo e menos espaço para o “palco”, por não ter uma pista olímpica.
“Tínhamos um orçamento muito abaixo da expectativa em relação a um espetáculo dessa natureza, mas acho que estamos acostumados com esse tipo de questão. O espírito da gambiarra é importante aqui no Brasil”, acrescentou Daniela. “Isso não é uma coisa sacrificante. Não é um ‘coitados de nós’. Gambiarra rocks, gambiarra é maravilha, gambiarra é pura criação.”
Para superar essas dificuldades, Daniela disse que os criadores buscaram um “repetório analógico”, consultando, inclusive, técnicas usadas em festas da Grécia e Roma clássicas.
“Não tinham tecnologia, mas não deixavam de encantar”, destacou Daniela. Ela afirmou que as atrações musicais se apresentarão sem receber cachê. Estão confirmados Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta e Ludmilla, por exemplo. Conforme a diretora, a ideia é misturar a música consagrada no Brasil com sucessos recentes e populares.
Agência Brasil
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