NOSSO BLOG

NOSSO BLOG

domingo, 23 de dezembro de 2012

RN tem pior produção agrícola dos últimos 40 anos

Agricultor
Os agricultores do Rio Grande do Norte passaram por momentos difíceis este ano. A escassez de chuvas impossibilitou as plantações e dificultou a alimentação dos animais. O presidente do Sindicato da Lavoura, Francisco Gomes, avalia o ano como muito ruim. 

"Foi o pior dos últimos 40 anos porque não choveu. Como consequência, muitos poços secaram e muitas comunidades ficaram sem água. Em Mossoró a situação foi difícil, mas em outras localidades do Estado foi ainda pior. A esperança é que tudo mude no próximo ano", avalia Francisco Gomes.
Ainda segundo o presidente, as medidas emergenciais lançadas pelos governos não ajudaram muito. "Os benefícios não resolveram a vida de ninguém, principalmente porque os valores são insignificantes e a burocracia para se ter acesso a eles é muito grande. Então fica muito difícil", destaca o presidente do sindicato.
Sobre as perdas, Francisco Gomes afirma que foram muitas. "A produção foi zerada e muitos agricultores precisaram vender os animais, seja por falta de dinheiro ou por falta de comida para alimentar a criação. O pior é que as previsões para o próximo ano não estão muito animadoras", comenta.
Ele afirma que o sindicato já está tomando algumas medidas com receio de que a seca tenha continuidade em 2013. "Já estamos acionando os governos para que se não tiver inverno, eles se antecipem para socorrer os agricultores. Destaco que os Orçamentos da União, Estados e Municípios sempre destinam altos valores para outras áreas e esquecem da agricultura. Isso precisa mudar", completa o presidente do sindicato.

Previsão para o primeiro trimestre do ano é desanimadora

A primeira previsão oficial para o primeiro trimestre de 2013 já saiu e foi elaborada pelos meteorologistas do setor norte da região Nordeste, no início desta semana. A previsão não é muito animadora para os agricultores, já que a estimativa é de que as chuvas fiquem na média ou até abaixo da média.
"Ainda estamos muito distantes do período chuvoso da região, que fica entre os meses de fevereiro e maio, com a maior concentração de chuvas nos meses de março e abril. Por causa da distância, as previsões não têm uma confiabilidade muito grande. Hoje em dia não podemos mais nos antecipar porque o clima da Terra tem mudado muito e ficado inconstante", comenta o meteorologista José Espínola, professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).
Segundo o meteorologista, 95% das chuvas na região são causadas pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). "As nuvens são direcionadas para a região Amazônica. Quando a temperatura do oceano Atlântico esfria acima da Linha do Equador e esquenta abaixo, as nuvens são direcionadas para a nossa região e temos um bom período invernoso", explica o docente.
No entanto, de acordo com José Espínola, as temperaturas estão invertidas. "Nesse momento a temperatura está quente acima da Linha do Equador e fria abaixo dela. Mas isso pode mudar e as nuvens serem direcionadas para a região. Quando isso acontece começa a chover primeiro no Maranhão e Piauí e depois as nuvens vão descendo mais para o Ceará até chegar ao Rio Grande do Norte", comenta o meteorologista.
Diante das mudanças que podem ocorrer, os meteorologistas do setor norte da região Nordeste voltam a se reunir em janeiro para atualizar e melhorar a previsão inicial. Mais outras duas reuniões também estão previstas para acontecer nos meses de fevereiro e março.

Fonte: O Mossoroense/Cidade News Itaú

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.