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terça-feira, 31 de maio de 2016

Exemplo em Apodi: Com mão de obra carcerária, obra pública já economizou mais de R$ 35 mil

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As obras do Centro Cirúrgico da Maternidade Claudina Pinto, principal unidade de atendimento á saúde da mulher do município de Apodi, que estão sendo executada por Detentos do Centro de Detenção Provisória “Agente Ronilson Alves da Silva” (CDP/Apodi), esta na reta final.

A equipe é formada por quatro detentos, sendo dois pedreiros e dois auxiliares. Foi construído várias salas e um novo Centro Cirúrgico, são trabalhos de alvenaria, instalação elétrica e hidráulica e aplicação de porcelanato. Toda a obra segue normas de segurança e higiene determinada pelos órgãos de vigilância.
De acordo com o diretor do CDP Apodi, agente penitenciário, Marcio Morais, os detentos estão trabalhando nessa importante obra a exatos sete meses, totalizando assim 294 dias trabalhados totalmente de forma gratuita e voluntária.
Sem a mão de obra de carcerária, a direção da Maternidade Claudina Pinto, teria que desembolsar para os pedreiros R$ 23.520,00, e para os auxiliares de pedreiros a quantia de R$ 11.760,00, totalizando R$ 35,280,00, mas graças a nossa parceria essa mão de obra esta sendo totalmente gratuita, pois é uma obra que beneficiará toda população de Apodi e da região”, comentou o diretor do CDP Apodi.


“A Maternidade Claudina Pinto é uma instituição filantrópica, e tem ajudado aos apodienses, nada mais justo que os detentos do CDP Apodi ajudar e buscar fazer o melhor para nossa maternidade,”, comentou Márcio Morais, destacando que praticamente toda mulher grávida do município passa pela Maternidade Claudina Pinto.

O Centro de Detenção Provisória (CDP) é conhecido pelos trabalhos de ressocialização. Os detentos fazem trabalhos comunitários em escolas, unidades de saúde, dentre outras instituições do município de Apodi. São 10 que realizam trabalhos de limpeza de toda área externa de escolas e unidades de saúde, com a execução de serviços de carpinteiro, roçagem e serviços na área da construção civil.
O Centro de Detenção Provisória de Apodi foi construindo através de parcerias envolvendo a direção da unidade, Poder Judiciário, Ministério Público, Petrobrás, Fabricas de Cimento, Cerâmicas e várias outras instituições. A unidade está com 100 internos cumprindo pena em regime fechado. A cada três dias de trabalho, o preso ganha um dia de remissão em sua pena.

* JP

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