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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

TÁ SEGURO !!! Dilma convida Henrique Alves para lugar de Garibaldi Filho na Previdência Social

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O “abacaxi” deve passar das mãos de Garibaldi Alves Filho para as de Henrique Eduardo Alves. Comparada uma “fruta espinhosa”, o Ministério da Previdência Social deverá ser comandado pelo atual presidente da Câmara dos Deputados. Isso é: se o interesse da presidente da República, Dilma Rousseff, do PT, for atendido. O problema é que o PMDB, partido de Henrique, é resistente a indicação. A sigla quer Alves no Ministério da Integração Nacional, e não na Previdência.

Toda essa informação foi publicada na manhã de hoje, pelo jornal O Globo. Com a indicação de Henrique, a intenção da presidente da República reeleita seria acabar com uma crise formada pela indicação de Katia Abreu (PMDB/TO) para o Ministério da Agricultura. A pasta é, normalmente, ocupada pelo indicado da Câmara Federal mas, desta vez, a decisão partiu da própria Dilma.
Criado o mal estar, agora a presidente tenta desfazê-lo dando para a Câmara a indicação do Ministério da Previdência Social, que historicamente é ocupado por um senador. Como Garibaldi Filho já enviou uma carta para a Esplanada informando o desejo de deixar a pasta, ela passaria a ser ocupada pelo primo dele, o atual presidente da Câmara.
“A equação, no entanto, não é tão simples de resolver, porque os deputados concordam com a nomeação de Alves, mas para o Ministério da Integração Nacional. A Previdência é historicamente considerada um ‘abacaxi’, já que as medidas mais importantes dos ministros da pasta são geralmente cortes impopulares de benefícios”, escreveu a matéria d’O Globo. É importante lembrar que a própria comparação entre Previdência Social e “abacaxi” foi feita pelo atual ministro Garibaldi Filho, em 2011, quando assumiu a pasta.
Ainda segundo a reportagem, ao sinalizar que dará a Henrique Alves uma vaga na Esplanada, Dilma contraria o que vinha dizendo aos seus auxiliares logo após as eleições: que não faria um Ministério de derrotados nas disputas estaduais. Mas ela já indicou o senador Armando Monteiro (PTB), que perdeu o governo de Pernambuco, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
“Mais dois senadores peemedebistas que perderam eleições para o governo nos seus estados trabalham para garantir um espaço no Ministério: o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (AM), e o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE)”, acrescentou a matéria. E, além dele, Henrique também foi derrotado na disputa pelo Governo do Estado. O peemedebista, favorito absoluto nas pesquisas, perdeu para Robinson Faria, do PSD, que teve o apoio, justamente, do PT na disputa local.
ARTICULAÇÃO
O Globo revela que numa conversa entre Dilma e Temer, teria ficou acertado que, em princípio, o PMDB ficaria com seis ministérios no próximo governo: três indicados pelos senadores, e outros três indicados pela bancada da Câmara ou pela direção do partido.  Dilma conseguiu de Renan Calheiros o acordo de que Kátia Abreu, que vinha sendo considerada cota pessoal da presidente, seja uma indicação dos peemedebistas do Senado. “Dilma deixou claro a Renan que a nomeação de Kátia para a Agricultura é ‘muito importante’ para ela e que, apesar das reações contrárias que surgiram após o vazamento da indicação, não deverá mudar de ideia”, acrescentou a matéria.
NEGATIVA
Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Henrique Alves é citado como potencial nome para ocupar um ministério na próxima gestão Dilma Rousseff. Por sinal, nem a ocupação do Ministério da Previdência Social é mais novidade, ainda mais depois que a saída de Garibaldi Alves Filho ganhou força – logo após o segundo turno da eleição.
Henrique, no entanto, sempre foi resistente a ficar no governo federal. “Muitos querem que eu fique em Brasília. Há pressão nesse sentido pela experiência que eu tenho aqui. Eu poderia ficar fazendo um meio de campo entre o Michel Temer e o Eduardo Cunha. Mas a indicação que eu tenho agora é ter uma qualidade de vida melhor”, afirmou ele em entrevista logo após a derrota na disputa pelo governo.
“Descarto. Qualquer ministério. Ministério é pior, porque a gente tem de estar aqui de segunda a sexta. A política sacrifica muito a família. Eu tenho dois filhos que quase não vejo. A gente começa a ver que o tempo está passando e está perdendo algumas oportunidades. Então há coisas que vêm pelo bem. Eu tenho um jornal, uma TV e vou ter participação política, mas vivendo com mais estabilidade”, acrescentou ele, de forma mais enfática.
* Jornal de Hoje

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