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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Menino estuprado em supermercado reconhece suspeito, no ES

Segundo adolescente, abuso aconteceu em banheiro de supermercado. 
'Quero que ele seja preso, preso de novo e preso outra vez', desabafa pai.




"Quero que ele seja preso, seja preso de novo e seja preso outra vez. E, quando ele for solto, que seja preso de novo". Esse foi o desabafo do pai do menino de 13 anos, que diz ter sido estuprado dentro do banheiro do hipermercado Wal-Mart, em Vitória, na noite desta terça-feira (23). Além de comprovado o abuso sexual por meio de laudo médico, o suspeito foi reconhecido pelo adolescente e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Viana, na Grande Vitória, conforme informou a polícia.
“Nós fizemos um termo de reconhecimento formal, colocando quatro pessoas assemelhadas entre si e, dentre elas, o suspeito. Sem qualquer sombra de dúvidas, o menino o reconheceu”, disse o delegado Marcelo Nolasco. De acordo com a polícia, o supermercado acionou a instituição ao perceber a movimentação no local. “Ele foi preso em flagrante pelo plantão do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. Quando o supermercado percebeu a situação, acionou a polícia, que partiu ao encontro do suspeito e foi efetuada a prisão pelo delegado no plantão”, relatou Nolasco.
As imagens registradas pelas câmeras de videomonitoramento local serão analisadas nas investigações do caso, segundo relatou o delegado. “Essas imagens, supostamente, apresentam, a entrada e a saída deles do banheiro. Então, nós vamos ver se existe algum outro suspeito, eventualmente, para podermos finalizar o inquérito”, afirmou.
O adolescente que, de acordo com a família, sofria de deficiência intelectual, contou aos policiais que saiu da escola e foi fazer compras com o avô. Em seguida, foi ao banheiro, onde encontrou o suspeito. Os pais do menor estavam trabalhando no momento do ocorrido e ficaram desesperados ao saber que o filho tinha sido violentado sexualmente.
Segundo o delegado que atendeu a ocorrência no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, Thiago Viana, o suspeito se recusou a assinar o termo de culpa. “Vários funcionários do supermercado, o gerente, um vigilante e um fiscal viram o homem em atitude suspeita dentro do banheiro. Aqui ele se mostrou frio e muito dissimulado, recusou a assinar a nota de culpa e disse que não sabia porque estava aqui e porque a polícia queria pegar ele”, contou Viana.
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) informou que vai investigar se o avô do menino sabia do crime e foi conivente.
Defesa
O advogado do suspeito, Marcelo Matos, disse que seu cliente nega a suspeita de estupro. “Ele contou que estava no banheiro quando o segurança do hipermercado o acusou de estupro. Fernando se sentiu constrangido e registrou a reclamação no estabelecimento. Não houve flagrante e meu cliente foi preso erroneamente”, contou.


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